Além da etiqueta destrutível aplicada na carroceria, o mercado automotivo utiliza outra solução de identificação: a chapelona de vidro, uma etiqueta adesiva com código alfanumérico impresso, aplicada diretamente no vidro do veículo.
O que é a chapelona de vidro
É uma etiqueta com um código único (no formato como *MTP00012* ou *LPO12345*) impresso em alto contraste, projetada para permanecer legível durante toda a vida útil do vidro em que é aplicada. Assim como a etiqueta destrutível de carroceria, ela contribui para a identificação e rastreabilidade do veículo — mas em um componente diferente, o vidro.
Por que identificar também o vidro
Peças de reposição, como para-brisas e vidros laterais, são um dos itens mais visados em fraudes de troca e remarcação, já que muitas vezes não carregam nenhuma identificação própria do veículo original. A chapelona de vidro resolve esse ponto cego: ao gravar um código rastreável na própria peça, fica mais difícil dissociar aquele vidro do veículo ao qual pertence, dificultando a comercialização irregular de peças roubadas ou de procedência duvidosa.
Como é aplicada
A etiqueta é impressa por termoimpressão com o código específico de cada unidade e aplicada em pontos padronizados do vidro, respeitando a legibilidade e a durabilidade exigidas em uso externo — exposição solar, chuva, variação de temperatura e limpeza frequente.
Chapelona de vidro x etiqueta destrutível: qual usar?
Não são soluções concorrentes, e sim complementares. A etiqueta destrutível (ETA) atende à exigência regulatória do CONTRAN para identificação do chassi/VIN na carroceria. A chapelona de vidro amplia essa proteção para outro componente do veículo, reduzindo o incentivo a fraudes envolvendo peças avulsas. Montadoras e distribuidoras que buscam um padrão de segurança mais completo costumam adotar as duas soluções em conjunto.
